domingo, 21 de agosto de 2011

Flores e Destino


        No decorrer da semana, me peguei pensando nas freqüências de certos sentimentos. Me indignei quando observei os diversos tipos  que haviam em uma só pessoa.  Em algumas temporadas, tentamos jogar fora sensações que não queremos ter, amores que não queremos reconhecer, paixões que por mais doloridas que estejam, não conseguem ir embora. É incrível como não conseguimos ordenar a nós mesmos. Julgamos as pessoas, menosprezamos os seus problemas e só reconhecemos a gravidade deles quando caímos no mesmo buraco.
        Muitas vezes começamos a dar valor e a reconhecer o significado de certas pessoas e mesmo assim não somos reconhecidos. É difícil tentar entender a nossa própria mente. No final dos dias de chuva, pensamos em ir embora, para que alguém venha logo atrás da gente pedindo pra ficar. O complicado é não conseguir ir, é não conseguir deixar pra trás.
         Quando a ventania vai embora, quando a primavera começa a florecer, você descobre que as pessoas amam de formas diferentes  e outras, não te amam como você esperava. Talvez seja pelo motivo de  que os sentimentos que temos, são apenas nossos. Nós somos responsáveis, mesmo que indiretamente, por tudo que levamos dentro do peito.
         Com as várias estações que adquirimos com o tempo, descobrimos que precisamos deixar certas coisas irem embora, descobrimos que não se deve correr atrás, porque quem realmente se importa anda do lado e não na frente. Com o decorrer da jornada, aprendemos que não existe orgulho, egoísmo e individualismo dentro do amor. 
Dizer que ama é diferente de saber amar.

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