quarta-feira, 30 de março de 2011

Polêmica tem prazo de validade.

“ Extra! Extra! Extra! 20 MIL mortos pelo terremoto no Haiti.” “Confiram todas as cenas de guerra, no Rio de Janeiro.” “Cuidado! Gripe Suína pode matar.” “Onde está Osama Bin Laden?
            Quem é que nunca ouviu sobre esses assuntos? Assim como também estão ouvindo muito falar sobre a tragédia que está acontecendo no Japão. Notícias nos jornais, Plantão na Globo no meio da sessão da tarde, revistas, e todos os meios de comunicação possíveis (por enquanto não estão utilizando o telefone para repassar as mesmas). Mas eu não venho aqui falar sobre as notícias do mundo, nem criticá-las, o objetivo do post é mostrar pra vocês que a mídia busca por polêmicas e polêmicas têm prazo de validade.
            Todos nós, ou pelo menos a maioria  das pessoas, ficam sensibilizados pelas tragédias que ocorrem no mundo. Ficamos aflitos com a gripe aviária, nos prevenimos com a gripe suína e se vier alguma gripe com o nome de algum animal, continuaremos nos prevenindo.  Toda notícia tem seus 15 minutos de fama, e convenhamos que a maioria desses 15 minutos de fama,  nos preocupam, nos chateiam, ou nos provocam algum tipo de raiva, porém esses sentimentos, pelo menos em 70% da humanidade, duram apenas o tempo da sua polêmica (15 minutos). Nós , seres humanos, não nos preocupamos a ponto de ajudar com alguma cesta básica, alguma roupa, algum cobertor. E sejamos francos, nem a mídia se preocupa. Alguém aí sabe o que está acontecendo no Haiti agora? E o Rio de Janeiro, está em paz? A gripe suína ainda mata? E o Bin Laden,  evaporou? A mídia se preocupa tanto com os esses países, ou com as pessoas que sofreram essas tragédias, que só apareceram no local, para fazer contagem de mortos, ou desaparecidos e etc. É mais ou menos assim: " E agora vamos para 15 mil mortos, esperem! Esperem! Foi encontrado mais um em baixo desses entulhos. Voltaremos com mais noticias, aguardem!" 
            Preocupamos tanto com essas pessoas, que assim que a notícia para de ser publicada esquecemos de perguntar como foi o fim da história.  E eu não julgo ninguém por isso, pois a preocupação de verdade só chega quando alguém próximo é vítima de algum tipo de tragédia. Enquanto isso, sensibilizaremos pelo caos que aconteceu no Rio de Janeiro, mas não ajudaremos no combate ao tráfico. Vamos chorar por ver casas, sonhos e pessoas sendo destruídas por terremotos, porém não tiraremos alguma roupa da gaveta, algum cobertor da sua cama ou algum dinheiro do bolso, para doar a essas pessoas. E o motivo principal para não ajudar, é o seguinte:  “A minha ajuda não vai fazer diferença, é pouco” E como diz a minha avó, de grão em grão a galinha enche o papo.
             A notícia  deixa de ser polêmica, por que a mídia sabe que a maioria das pessoas estão interessadas em saber quem está morrendo, quem perdeu famílias, quem ficou doente, o Homem necessita de ter alguma preocupação que o faça mais humanitário. As pessoas precisam de uma noticia global para conversar na hora do jantar com a família ou entrar em debate no serviço, ou servir de exemplo para os demais ( "Olha o que está acontecendo naquele país, você tem que agradecer a Deus por não está acontecendo com você." ). E os meios de comunicação estão dispostos a causar-lhes essa sensação “humana”.
 Seria mais humano, fazer  de sua preocupação um motivo para agir. Por que sem ação não existe resultado

2 comentários:

Júnior disse...

Paz ao Japão. Eu acredito que a mídia anda muito radical e sensacionalista, enfim, a audiência tomou o lugar da informação.

http://musilitica.blogspot.com

Aguardando retribuição

Angélica Lada disse...

Mídia anda muito radical e sensacionalista/2

Muito bom o texto, escreve muito bem.
http://pos16.blogspot.com/